Catequista Bem Formado é Comunidade Viva!
- 7 de jul. de 2025
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O capítulo 4 do Diretório Para a Catequese, trata da formação dos catequistas e está dividido em 6 seções nas quais são abordados os seguintes assuntos quanto a esse tema: natureza e finalidade da formação dos catequistas, a comunidade cristã, lugar privilegiado da formação, critérios para a formação, as dimensões da formação, a formação catequética dos candidatos às sagradas Ordens, e centros de formação. Aqui, olharemos apenas para a seção dedicada as dimensões da formação de catequistas.

Para se falar das dimensões da formação de catequistas é necessário rememorar, de início, o que é a catequese. A catequese é a educação da fé do povo de Deus, desde as crianças até os idosos, onde deve ser ensinada a doutrina cristã de forma orgânica e sistemática com a finalidade de introduzi-los na vida plena em Cristo. Entende-se, então, que a catequese, por manter estreito vínculo com o Ministério da Palavra, é a forma pela qual a Igreja insere no Mistério Pascal todos os homens, anunciando-lhes Jesus, transmitindo-lhes a fé e a doutrina, conferindo-lhes os Sacramentos e lançando-os na missão.
Assim, exercer o ministério da catequese não é tarefa das mais fáceis, exigindo de seus agentes muito empenho e dedicação, tendo em vista que aquilo que anunciam não o fazem em seu nome, mas em nome da Igreja. Os agentes desse ministério somos nós, os catequistas.
Feitas essas considerações pode-se avançar na seção 4, as dimensões da formação do catequista: ser e saber ser com; saber; e saber fazer. Todas elas são importantes e formam um conjunto integral da formação, não são independentes entre si. Portanto, nenhuma delas deve ser considerada mais importante ou privilegiada no itinerário formativo dos agentes de catequese. Essa formação integral nas três dimensões indica que o catequista é mais do que alguém competente para seu ministério, é alguém que em sua vida experienciou Cristo e seu Evangelho, e tendo feito essa experiência, se colocou a serviço do Reino de Deus.
Portanto, é imprescindível que busquemos sólida e constante formação para que possamos continuar a colaborar com o Evangelho de forma competente e comprometida. Pois se considerarmos que nas dioceses o Bispo é o responsável pela catequese e pelas orientações concernentes a ela; que nas paróquias suas orientações chegam até nós através dos Presbíteros e Diáconos, podemos ver que nós, os catequistas leigos, somos colaboradores no Magistério da Igreja, quer dizer, temos participação mais do que importante na vida e missão do Corpo Místico de Cristo.
A dimensão do ser e saber ser com envolve o testemunho de vida do catequista, a capacidade relacional do ato educativo-comunicacional que deve levar a comunhão eclesial, e a consciência de que a autoridade que exerce é a serviço do Reino de Deus. Em síntese, essa dimensão da formação deve edificar e consolidar nos catequistas o entendimento de que antes de ser catequista ele precisa ser primeiro um verdadeiro cristão que testemunha sua fé em todas as suas relações humanas e que é consciente das exigências do Reino. Quanto a esta dimensão, cabe destacar, por fim, que “nos seus percursos formativos e através de um diálogo honesto com o seu diretor espiritual, os catequistas devem ser ajudados a identificar a modalidade correta para viver a sua autoridade unicamente como serviço dos irmãos” (DC, 142). Ou seja, usar sua autoridade sem exercer qualquer tipo de abuso.
A dimensão do saber implica aprofundamento bíblico-teológico, doutrinal e sobre os contextos sociopolíticos, culturais e econômicos nos quais vivemos, atentando aos contextos dos interlocutores e protagonistas do processo catequético: cada catequizando e catecúmeno. Se o catequista aprende a ser, logo entende que precisa saber mais sobre a fé que ensina e testemunha. Assim, é essencial o conhecimento da Bíblia para se ter a ideia de conjunto dos textos sagrados que nos comunicam a história da salvação da qual fazemos parte. O catequista precisa ler (e reler) toda a Sagrada Escritura, mas do que ler, rezar e estudar com ela. Imerso na Palavra, é preciso conhecer bem os quatro pilares da fé da Igreja, cujas lições estão sistematizadas e sintetizadas no Catecismo da Igreja Católica: a profissão da fé, a celebração do mistério cristão, a vida em Cristo e a oração cristã.
O Catecismo foi elaborado para
[...] apresentar com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e das Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Deve ter em conta as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja.[1]





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