Preparação ao Pentecostes: Leitura Orante dos Atos dos Apóstolos no Tempo Pascal
- 6 de abr.
- 13 min de leitura
Reconhecer Jesus ressuscitado não é apenas um exercício de memória da fé, mas uma experiência viva que transforma o coração e impulsiona à missão. No Tempo Pascal, a Igreja nos convida a deixar que a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo iluminem nossa história pessoal, assim como fizeram com os discípulos de Emaús e com a Igreja nascente narrada nos Atos dos Apóstolos. Este exercício é um caminho de escuta e discernimento, que prepara o coração para celebrar Pentecostes como verdadeiro encontro com o Espírito que cria, renova e envia em missão.

INTRODUÇÃO
A Liturgia dos dias da oitava da Páscoa nos convida a reconhecer o ressuscitado para testemunhá-lo. Há dois Evangelhos proclamados durante a primeira semana da Páscoa que são especialmente reveladores de como devemos reconhecê-lo e testemunhá-lo: Lucas 24, 13-35 (os discípulos de Emaús) e Lucas 24, 35-48 (aparição aos discípulos).
Na primeira parte, Jesus ressuscita a fé de dois discípulos iluminando-os com a Palavra de Deus e com o partir do pão: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras” (Lc 24, 27). Ao explicar as Escrituras Jesus nos mostra que
Precisamos caminhar na nossa história de vida iluminando cada página com a Palavra de Deus. Enquanto insistirmos em inventar nossa própria fé e nossas próprias argumentações e interpretações para a vida, vamos sempre nos frustrar com os fatos. Foi página por página, verdade por verdade que Jesus os apresentou e fez com que o coração deles fosse saindo do gelo para o calor da fé e da esperança. (Pe. Mario Sartori, 2026).
Além disso nos mostra a unidade entre a Antiga e a Nova Aliança:
Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo (2). Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue (cfr. Lc. 22,20; 1 Cor. 11,25), os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica (3) adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento (cfr. Mt. 5,17; Lc. 24,27; Rom. 16, 25-26; 2 Cor. 3, 1416), que por sua vez iluminam e explicam. (Dei Verbum, n. 16)
Ao aparecer aos discípulos de Emaús e aos onze apóstolos, mais uma vez, Jesus acalma os corações de todos por meio da Palavra de Deus: “Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: ‘Assim está escrito: O Cristo sofrer e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso’.” (Lc 24, 45).
Crer, reconhecer e testemunhar o Cristo ressuscitado, exige maior intimidade com a Bíblia. Sendo assim, é preciso um esforço da inteligência e da alma para que possamos ler mais e melhor a Sagrada Escritura. Jesus chama a atenção dos discípulos (também a nossa) quando diz: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!” (Lc 24, 25).
O tempo pascal nos leva ao dia de Pentecostes, nos leva a vinda do Espírito Santo para a fundação da Igreja. Assim, aproveitando o que nos ensina esses trechos do Evangelho de Lucas mencionados acima, é importante fazermos nossa preparação para celebrar o dia de Pentecostes lendo e meditando o Livro dos Atos dos Apóstolos que, não sem razão, é chamado por muitos exegetas[1] de “Livro dos Atos do Espírito Santo” ou de “Evagelho do Espírito Santo”, tal é a sua importância para os cristãos e para a Igreja.
Nada melhor para iluminar nossa inteligência e nossa alma, no sentido de reconhecer e testemunhar Jesus ressuscitado, do que o Espírito Santo Criador, já que
O Espírito Criador nos dá a coragem para sair em missão aos confins de toda a terra. Deixar-se conduzir pelo Espírito Criador é querer que todo caos que existe dentro de nós seja transformado em harmonia. É sair da confusão para atingir o equilíbrio vital. É deixar toda escuridão e tornar-se luz para o mundo. Deixar-se conduzir pelo Espírito é querer dar continuidade à obra criadora iniciada por Deus. (Pe. Joãozinho, 2017)
CONSIDERAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS
O Livro dos Atos dos Apóstolos é o 51º livro da Bíblia Católica, sendo composto de 28 capítulos. Apesar de correntes de pesquisadores bíblicos vinculados ao protestantismo divergirem de que São Lucas é o autor, a Tradição de Padres da Igreja entre os séculos II e IV, confirma que o evangelista Lucas é o autor dos Atos. A obra foi escrita, provavelmente após a morte de São Paulo, entre os anos 67 e 90 d.C (considerando as várias possibilidades dos biblistas).
Deve-se destacar que Lucas escreveu uma obra única, porém dividida em dois volumes. Enquanto o primeiro expõe o caminho de Jesus, o segundo expõe o caminho da Igreja que leva Jesus por toda a terra (STORNIOLO; BALANCIN, 2013). Em outras palavras, a obra de Lucas é a história de Jesus e da Igreja primitiva e constituem a história da fundação da Igreja (TERRA, 2022).
A dinâmica da Igreja nascente apresentada nos Atos dá destaque ao testemunho e a missão orientados a todo o tempo pelo Espírito Santo. Nesse sentido, o Espírito auxilia os apóstolos a cumprir a palavra de Cristo antes da sua ascenção ao céu: “descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo” (At, 1, 8).
O testemunho do Cristo ressuscitado por toda parte é a missão dos apóstolos, é a missão da Igreja. Conforme aponta Dom João Martins Terra, em introdução aos Atos, são “a ressureição e a exaltação de Jesus que permanecem no centro da pregação em Atos [...]. Nossa fé se baseia nas palavras de Jesus, nos milagres de Jesus, na cruz de Jesus, à luz da ressurreição”.
É a partir desse movimento testemunhal que as primeiras comunidas apresentadas no Livro dos Atos estão mais estruturadas em torno dos carismas do que em normas legais, por assim dizer. Ainda assim, necessidades impostas pelos conflitos, tanto internos quanto externos, gerados com a novidade do cristianismo, levaram a criação de institutos para regular a vida comunitária e a missão. Exemplo disso, foi o Concílio de Jerusalém[2] que tratou da questão de haver ou não a necessidade de que convertidos com origem fora do judaísmo realizassem a circuncisão[3].
O modelo de vida comunitária e do empenho apostólico apresentado nos Atos deve servir de exemplo, segundo Ivo Storniolo e Euclides Balancin, para que “as comunidades de todos os tempos e lugares” reflitam sobre suas práticas missionária e testemunhal. No mesmo sentido Dom João Terra afirma que “Lucas se preocupa em oferecer um retrato da vida e da organização da Igreja, como um padrão para orientar a igreja de seus dias”.
Para finalizar, deve-se destacar que o texto de Lucas é impregnado pelo gênero literário do Antigo Testamento e isso confere aos eventos descritos e narrados nos Atos um caráter de cumprimento das profecias contidas nele, indicando que são eventos operados por Deus. Ou seja, “ele supunha que a história da igreja primitiva fazia parte fazia parte da obra de Deus e se situava na linha históricas das Escrituras do Antigo Testamento” (Dom João Martins Terra).

Aí é que voltamos e entedemos o “descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força” (At, 1, 8). A obra de Deus é movida pelo Espírito Santo, ele é a presença criadora que anima, fortalece e organiza a Igreja a partir do Pentecostes (At, 2, 1-13). Mesmo considerando que os grandes personagens dos Atos sejam Pedro e Paulo – o primeiro consolidando a Igreja em Jerusalém e arredores; o segundo difundindo o Evangelho em todo o Oriente, Europa e na própria Roma – a leitura atenta nos mostrará que o grande protagonista do livro dos Atos é o “Espírito prometido e enviado por Cristo à sua Igreja” (Schökel, 2017, p. 2249).
Sobre o Espírito Santo e a Igreja, o Catecismo nos lembra que “no dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito” (CIgC, n. 731). Ainda no Catecismo temos que:
A missão de Cristo e do Espírito Santo realiza-se na Igreja, Corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, a partir de então, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens, antecipa-se a eles por sua graça, atraí-los a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua Palavra, e abrindo-lhes o espírito à inteligência da sua morte e da sua ressurreição (CIgC, n. 737).
DESENVOLVIMENTO DA LEITURA
Sugere-se que a leitura seja feita diariamente, sendo um capítulo por dia. Contudo, dependendo da rotina do leitor exercitante, pode-se fragmentar a leitura pelas seções temáticas de cada capítulo, desde que a conclusão da leitura seja feita até uma semana antes da celebração do Pentecostes, que ocorrerá no dia 24/05/2026.
Pede-se que se conclua a leitura até uma semana antes do dia de Pentecostes para que o exercitante possa durante a semana expressar de forma escrita (ou oral, se preferir), em uma lauda no mínimo, as impressões que teve durante a leitura dos Atos dos Apóstolos. Recomenda-se que a cada dia de leitura o leitor já vá tomando nota das percepções que for tendo ao longo da jornada de leitura. Isso facilitará a redação final.
O texto a ser produzido não deve ser um resumo da leitura do Livro, mas deve conter as impressões do exercitante sobre a Igreja nascente, confrontando-a com a Igreja de hoje. Deve-se refletir sobre: o quanto parecemos ou não com os primeiros fiéis; o quanto nossos sacerdores se assemelham ou não aos primeiros apóstolos; a importância do Espírito Santo na vida da Igreja e outros tópicos que os leitores entendam como importantes.
Ao final deixo quadros com a estrutura geral do livro e com a sugestão de cronograma de leitura diária, indicando as seções de cada capítulo, caso o leitor queira fragmentar as leituras conforme as perícopes da sua Bíblia. Optei por colocar as listas das seções conforme estão nas duas traduções mais conhecidas do grande público no Brasil, a tradução da Editora Ave-Maria e a tradução da Editora Paulus chamada de “edição pastoral[4]”.
Para ser meio de encontro pessoal com Deus, é preciso que leitura seja feita com o método da lectio divina, ou seja, a leitura orante da Palavra de Deus. Por isso, deixamos as seguintes orientações:
Onde fazer a Lectio Divina?
a) Escolher um lugar recolhido, silencioso e limpo.
b) Ter apenas uma mesa com a Bíblia visível.
c) Ideal: um oratório ou capela isolada.
d) Seguir o exemplo de Jesus, que se retirava para a montanha para estar a sós com o Pai.
e) Evitar distrações visuais que perturbem a escuta do Espírito.
Como Ler?
Leitura Prolongada
a) Exige no mínimo uma hora de leitura em recolhimento, silêncio e solidão; A oração interior é essencial para o encontro com Deus (cf. Mt 6,6).
b) A leitura prolongada leva à contemplação e à união com Deus; “Permanecer na Palavra” é chave para a experiência espiritual.
c) Ler lentamente, saboreando cada palavra, sem buscar domínio ou uso pastoral.
d) Organizar um horário fixo e fiel: uma hora por dia e um tempo mais longo semanalmente.
Leitura Repetida
a) Invocar o Espírito Santo antes de cada leitura.
b) Repetir os mesmos versículos para aprofundar a compreensão espiritual.
c) A repetição ajuda a memorizar e interiorizar a Palavra.
d) A Palavra se torna parte do ser do crente, transformando-se em presença viva.
e) A leitura reiterada favorece o discernimento espiritual.
f) A Palavra passa a habitar o coração e orientar a vida.
Fazer Perguntas ao Texto (Meditação e Contemplação)
a) Cada palavra inspirada esconde um segredo divino.
b) Interrogar o texto ajuda a descobrir a mensagem de Deus.
c) As perguntas devem emergir do próprio texto e contexto (1. Que me chama a atenção nesta passagem? De que trata a passagem? Qual é seu conteúdo? Qual é o tema? Que aconteceu? 2. Quem está nela? Que fizeram, de que falaram? Que importância tem este fato? 3. Que sentido esta cena nos quer transmitir? Dentre outras).
d) Ler apenas o texto bíblico na Lectio Divina, (ler as notas explicativas somente se forem ajudar na oração).
e) Manter atitude de escuta e abertura à ação divina.
Oração: É a resposta ao Senhor que falou na Palavra. Expressar o que ela suscitou no coração. Pode ser oração espontânea, ou em grupo, repetindo frases e preces.
Ação: A Palavra leva ao compromisso, à vivência concreta. A Lectio Divina só tem sentido quando se torna vida. “Como posso vivenciar hoje essa Palavra?”

CAPÍTULOS E SEÇÕES | |
BÍBLIA AVE-MARIA | BÍBLIA PASTORAL |
1º Dia: Capítulo 1: promessa do Espírito Santo; ascenção; eleição de Matias. | 1º Dia: Capítulo 1: introdução à tarefa apostólica; a primeira comunidade; conhecer o Evangelho para dar testemunho dele. |
2º Dia: Capítulo 2: Pentecostes; discurso de Pedro; primeira comunidade. | 2º Dia: Capítulo 2: o Espírito gera a Igreja; o anúncio fundamental; o anúncio suscita conversão; primeiro retrato da comunidade. |
3º Dia: Capítulo 3: cura de um coxo; segundo discurso de Pedro. | 3º Dia: Capítulo 3: o nome de Jesus liberta; Deus age através do nome de Jesus. |
4º Dia: Capítulo 4: prisão de Pedro e João; oração pelos apóstolos libertados: união dos primiros fiéis. | 4º Dia: Capítulo 4: as autoridades procuram reprimir o testemunho; força para o testemunho; segundo retrato da comunidade. |
5º Dia: Capítulo 5: astúcia de Ananias e Safira; pregação e milagres; anúncio na perseguição. | 5º Dia: Capítulo 5: a comunidade é sacramento do Espírito; terceiro retrato da comunidade; ninguém aprisiona a mensagem de vida; obedecer à Deus e não aos homens; de onde vem esse projeto? |
6º Dia: Capítulo 6: eleição dos diáconos; prisão do diácono Estevão. | 6º Dia: Capítulo 6: novos ministérios; audácia do testemunho. |
7º Dia: Capítulo 7: discurso de Estevão; morte de Estevão. | 7º Dia: Capítulo 7: Deus caminha com o povo; o discípulo não está acima do mestre. |
8º Dia: Capítulo 8: perseguição e dispersão da comunidade; Simão, o mago; conversão de um etíope. | 8º Dia: Capítulo 8: a perseguição; alegria pela boa notícia; não comercializar o dom de Deus; a iniciação cristã. |
9º Dia: Capítulo 9: Vocação de Paulo; apostalado de Paulo em Jerusalém; milagres de Pedro. | 9º Dia: Capítulo 9: de perseguidor a apóstolo; de perseguidor a perseguido; o testemunho prova soliderariedade; novo retrato da Igreja; ação libertadora da Igreja. |
10º Dia: Capítulo 10: Pedro e o centurião; Pentecostes dos estrangeiros. | 10º Dia: Capítulo 10: quebrando barreiras; a essência da catequese de Pedro; o Petencostes dos pagãos. |
11º Dia: Capítulo 11: relatório de Pedro em Jerusalém; Fundação da Igreja de Antioquia. | 11º Dia: Capítulo 11: quem pode se opor À deus? Uma nova igerja em Antioquia; solidariedade entre comunidades. |
12º Dia: Capítulo 12: Morte de Tiago, prisão e libertação de Pedro; Morte de Herodes. | 12º Dia: Capítulo 12: Deus é solidário com seus fiéis. |
13º Dia: Capítulo 13: primeira missão de Paulo; Paulo em Antioquia. | 13º Dia: Capítulo 13: comunidade e missão; o Evangelho vende a magia; a essência da catequese de Paulo; palavra e conversão. |
14º Dia: Capítulo 14: Paulo Barnabé em Icônio; fim da primeira missão. | 14º Dia: Capítulo 14: evangeliação e perseguição; da idolatria ao Desu vivo; porque a perseguição? |
15º Dia: Capítulo 15: Concílio de Jerusalém; segunda missão de Paulo. | 15º Dia: Capítulo 15: a Igreja em conflito; o concílio de Jerusalém, a posição de Pedro; a proposta de Tiago; a acra conciliar; alegria e estímulo; conflito na liderança. |
16º Dia: Capítulo 16: Paulo convida Timóteo; anúncio em Filipos; prisão de Paulo e Silas. | 16º Dia: Capítulo 16: a fonte do ministério; o Espírito dirige a missão; o gérmen de uma comunidade; o testemunho desmascara a opressão. |
17º Dia: Capítulo 17: Paulo e Silas em Tessalônica; passagem por Bereia; pregação em Atenas. | 17º Dia: Capítulo 17: o Evangelho ameaça o sistema; a dinâmica da evangelização. |
18º Dia: Capítulo 18: Estadia em Corinto; volta a Antioquia; atividade de Apolo em Éfeso. | 18º Dia: Capítulo 18: nascimento da comunidade de Corinto; cristianismo: subversão política? Visita às comunidades; a comunidade instrui um líder. |
19º Dia: Capítulo 19: discípulos de João Batista em Éfeso; exorcistas judeus; tumulto dos ourives. | 19º Dia: Capítulo 19: o Espírito dá a maturidade na fé; a fé liberta; o discípulo no seguimento do mestre; a vida cristã tumultua a sociedade. |
20º Dia: Capítulo 20: viagens e despedidas; sermão de Paulo em Éfeso. | 20º Dia: Capítulo 20: Paulo deixa Éfeso; Eucaristia é vida; fidelidade de Paulo; o testemunho de Paulo. |
21º Dia: Capítulo 21: viagem a Jerusalém; prisão de Paulo. | 21º Dia: Capítulo 21: seja feita a vontade do Senhor; uma Igreja realista; prisão de Paulo. |
22º Dia: Capítulo 22 e 23 (este até o versículo 11): discurso de Paulo aos judeus. | 22º Dia: Capítulo 22 e 23 (até o versículo 11): Paulo justifica sua missão; Paulo defende seus direitos; de réu a juiz. |
23º Dia: Capítulo 23 do versículo 12 até o 35: conspiração dos judeus; transferência de Paulo. | 23º Dia: Capítulo 23 do versículo 12 até o 35: trama frustrada. |
24º Dia: Capítulo 24: processo de Paulo diante do governador. | 24º Dia: Capítulo 24: cristianismo é o caminho; testemunho diante da corrupção. |
25º Dia: Capítulo 25: apelação de Paulo ao tribunal; Festo consulta o rei. | 25º Dia: Capítulo 25: os poderosos temem fazer justiça; afinal, acusar de quê? |
26º Dia: Capítulo 26: discurso de Paulo ao rei. | 26º Dia: Capítulo 26: autodefesa de Paulo; ocasião de testemunho. |
27º Dia: Capítulo 27: partida de Paulo para Roma; tempestade e naufrágio. | 27º Dia: Capítulo 27: viagem para Roma. |
28º Dia: Capítulo 28: da ilha de Malta até Roma. | 28º Dia: Capítulo 28: o poder da testemunha; chgeada a Roma; “...até aos extremos da terra”. |
[1] Intérpretes da Bíblia em toda sua contextualização literária, gramatical, histórica e jurídica, dentre outras.
[2] Realizado no ano 49 d.C.
[3] Cerimônia religiosa judaica em que é cortada a dobra da pele que reveste a extremidade do pênis ao completar oito dias de nascido.
[4] Sabendo do alcance que tem, deixo minhas ressalvas quanto a edição pastoral da Editora Paulus por exageradamente utilizar termos que tendem a transformar o texto bíblico em panfleto sóciopolítico, influindo os leitores a realizar uma leitura utilitária da Sagrada Escritura que, ao fim, acaba afastando-os do encontro pessoal com Deus. “A Sagrada Escritura pode ser interpretada de vários modos. Como objeto de estudo científico, como obra literária, como instrumento ideológico para práxis revolucionárias, ou como um encontro pessoal com Deus, no Espírito.” (Terra, 2019, p. 240, grifo meu).
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, João Carlos. 50 Dias com o Espírito Santo: um novo tempo que pode mudar sua vida. Editora Canção Nova. Edição do Kindle, 2017.
BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Editora Paulus, 2002. 19. reimp., 2024.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: edição pastoral. São Paulo: Editora Paulus, 2012.
BÍBLIA. Português. Bíblia do Peregrino. São Paulo: Editora Paulus, 2017.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: edição de estudos. 15. ed. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2022.
BÍBLIA. Português. A Bíblia. São Paulo: Editora Paulinas, 2023. 3. reimp., 2025.
SANTA SÉ. Catecismo da Igreja Católica. 5. ed. São Paulo: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 2023.
SANTA SÉ. (1965) Constitução Dogmática Dei Verbum: sobre a revelação divina. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html. Acesso em: 03 abr. 2026.
SARTORI, Mário. (2026) Diário Espiritual: Tempo Pascal. Disponível em: https://app.padremario.com.br/diario-espiritual/diario-espiritual-tempo-pascal-2026/369. Acesso em 03 abr. 2026.
TERRA, Dom João E. Martins. Lectio Divina: meditação, oração e contemplação da Palavra de Deus. Editora Ave-Maria. Edição do Kindle, 2019.




Comentários