Querigma na Catequese: chamar os homens para Cristo
25 de jun. de 2025
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Jesus e os Apóstolos
A Dimensão Querigmática na Catequese
Na catequese de estilo catecumenal, o querigma precisa ser alegre, breve e cristológico. Deve ser alegre para ensinar a verdade sobre nossa salvação pela fé em Cristo e seu Mistério, que compreende sua Preexistência (como aponta o Papa Bento XVI[1]), sua Encarnação, sua Paixão e Ressurreição. Breve no sentido de ser um pré-catecumenato, o período inicial da preparação de quem ingressa na Iniciação à Vida Cristã. E deve ser nesse período inicial que o Mistério de Cristo deve ser conhecido e assumido pelos catecúmenos e catequizandos em geral. Obviamente, pelas razões anteriores, é que o querigma precisa ser cristológico.
Todavia, a dimensão querigmática não é exclusiva desse princípio iniciático. Ela deve atravessar todo o caminho catecumenal, uma vez que, sendo bíblica, a catequese é necessariamente cristológica. Sendo cristológica, aponta para a celebração dos Mistérios e para a conduta moral e vida de oração condizentes com o Cristo e sua Igreja.
Sendo assim, para trabalhar a dimensão querigmática na catequese, é preciso não prescindir da Sagrada Escritura como um todo, com especial destaque à cristologia paulina e joanina. Portanto, é preciso conhecer melhor a teologia das cartas paulinas e dos escritos joaninos.
Evangelização Renovada na Pastoral da Catequese
Uma evangelização renovada na catequese, implica considerar a formação de discípulos missionários como apontado no Documento de Aparecida. Portanto, para ser renovada, é preciso, em primeiro lugar, que o catequista conheça, ele próprio, o querigma e o Evangelho. Segundo, é preciso catequizar levando em conta diversos aspectos afetivos e existenciais do público que nos ouve. Afinal, deve ser uma evangelização como a da samaritana que “não chama os homens para si, mas para Cristo” (S. Tomás de Aquino, Sobre o Evangelho de João, IV).
Assim como a samaritana, na nossa evangelização deve haver primeiro o encontro, seguido do diálogo e do conhecimento de Cristo, para só assim Ele ser revelado aos que nos ouvem. Por fim, cabe ainda, tornar aqueles que nos ouvem capazes de testemunhar e anunciar o Evangelho para outros (CNBB, Doc. 107).
[1] A importância da cristologia - Preexistência e encarnação. Audiência do Papa Bento XVI, 22 de outubro de 2008.
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