Fé: Os Olhos da Alma (Parte 1)
- 1 de abr. de 2025
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Atualizado: 7 de jul. de 2025
“O homem acreditou na Palavra de Jesus e partiu” (Jo 4, 50). Nesse Evangelho, da cura do filho do oficial, conforme os comentadores do texto original grego, temos uma construção linguística em dois trípticos narrativos, um no qual predomina a morte (“filho doente”, v. 46); “estava morrendo”, v. 47; “antes que meu filho morra”, v. 49) e outro no qual predomina a vida (“teu filho está passando bem”, vv. 50, 51 e 53). É como se tivéssemos duas pessoas debatendo, um pela morte, outro pela vida. A chave para se definir qual dos dois prevalecerá é a fé.





Toda a existência humana se estabelece a partir do invisível. Veja, a própria geração natural quando uma casal concebe um ser humano, parte de um princípio invisível, o desejo sexual como necessidade interior (invisível) e intuitiva de perpetuação da própria espécie, se tivéssemos que discutir a questão a partir de um ponto de vista meramente material.
E quanto a religião (por essa ótica), toda a estrutura fundamental é, por natureza, invisível, transcendental. O grande Dr da graça, Agostinho, certamente está com a razão ao fundamentar que crer no invisível é fundamento para a própria sociedade poder existir enquanto tal.