top of page

São José e a Igreja

  • 19 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de jul. de 2025

Hoje é 19 de março, dia de São José. Você é devoto dele? Conhece alguém que seja? Já leu textos dos Santos ou documentos da Igreja sobre ele? No artigo de hoje, vamos conhecer alguns dos principais documentos pontifícios que demonstram o amor da Igreja pelo pai adotivo de Jesus. Mas, antes disso, vamos lembrar umas coisas.
Há mais de dois mil anos, no minúsculo vilarejo de Nazaré, cuja população não alcançava os 500 habitantes – tão irrelevante para Romanos e Judeus que há poucos registros históricos significantes sobre o lugar – um carpinteiro dessa vila foi visitado por anjo de Deus. Foi instado pelo anjo a aceitar a missão de se tornar o pai adotivo do Filho Unigênito de Deus aqui na terra.
Tendo aceitado a missão, logo vieram as dores a alegrias que marcaram sua vida: a dor de não conseguir um lugar pra se hospedar com sua esposa grávida e a alegria de ver nascer e ter em seus braços o Salvador do mundo; a dor de ter que fugir para o Egito com Maria Santíssima e o recém-nascido Menino Jesus e a alegria de ter sempre com ele, nesses momentos difíceis, o Menino Deus; dentre tantas outras.
Ao fim de sua vida, teve uma “morte felicíssima, porque foi a morte do justo [...] do servo fiel, a quem Nosso Senhor constituiu sobre sua família [...] agora, é feliz para sempre”, como observa o Padre Eusebio Villanueva em sua coleção de devoções à São José.
Dezenove séculos após sua morte, o Papa Pio IX, por meio do Decreto Quemadmodum Deus, proclamou, em 08 de dezembro de 1870, São José como Patrono de toda a Igreja, ou seja, desde então ele é o padroeiro da Igreja. Em 1889, Leão XIII reconhecendo que “diante de circunstâncias tão terríveis e problemáticas, os remédios humanos são insuficientes” (Quamquam Pluries, n. 1) resta a Igreja implorar ajuda ao poder divino, especialmente pela intercessão de Maria e São José.

Para que Deus seja mais favorável às nossas orações e venha com misericórdia e prontidão em auxílio da Sua Igreja, julgamos ser de profundo benefício para o povo cristão invocar continuamente, com grande piedade e confiança, juntamente com a Virgem Mãe de Deus, Seu casto Esposo, São José (idem, n. 2)

Da mesma forma, no início do Séc. XX, Bento XV exortou o povo de Deus para que recorresse a São José diante das dificuldades sociais e econômicas após a 1ª Grande Guerra e reforçou devoção aprovada pela Sé Apostólica de se venerar o Santo Patrono “todas as quartas-feiras e continuamente durante todo o mês” (Motu Proprio - Bonum Sane), desejando “que todas elas sejam frequentadas em cada diocese, a pedido do sagrado bispo, tanto quanto possível.” (idem).
Em 1962, reconhecendo a importância de S. José como seus antecessores, João XXIII, “que tinha uma grande devoção para com São José, estabeleceu que no Cânone romano da Missa, memorial perpétuo da Redenção, fosse inserido o nome dele, ao lado do nome de Maria e antes do dos Apóstolos, dos Sumos Pontífices e dos Mártires” (Redemptoris Custos, n. 6). Ou seja, o nome do Santo foi incluído na Oração Eucarística I.
João Paulo II também honrou a São José em seu pontificado com a Exortação Apostólica Redemptoris Custos, na qual trata da missão de São José e sua relação com a vida de Cristo e da Igreja.

Nos dias de hoje, temos ainda numerosos motivos para rezar da mesma maneira: “Afastai de nós, ó pai amantíssimo, esta peste de erros e de vícios..., assisti-nos propício, do céu, nesta luta contra o poder das trevas ...; e assim como outrora livrastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim hoje defendei a santa Igreja de Deus das ciladas do inimigo e de todas as adversidades”. Hoje ainda temos motivos que perduram para recomendar todos e cada um dos homens a São José. (Redemptoris Custos, n. 31).

Mais perto de nós, em 2013, o Papa Francisco incluiu o nome do Santo Patriarca no Cânon das orações Eucarísticas II, III e IV. Em 2020, Francisco publicou a Carta Apostólica Patris Corde, em comemoração aos 150 anos do Decreto de Pio IX que estabeleceu São José como Patrono Igreja.
                Dediquemos, hoje e sempre, nossa justa veneração ao glorioso São José, por sua santa vida, que nos serve de exemplo e modelo de cristão, de pai, de trabalhador.

Oremos a ele: Ó meu glorioso São José, nas vossas maiores aflições e tribulações não vos valeu o anjo do Senhor? Valei-me, São José. Ó meu gloriosos São José, tornai possíveis as coisas impossíveis na minha vida

Comentários


SOBRE MIM

Pai, esposo, devoto de São José e catequista que, entre idas e vindas, fui mais uma vez resgatado pelo amor do Pai e desejo compartilhar experiências, dúvidas e conhecimentos sobre catequese e tudo que a ela se relaciona.

ACOMPANHE TAMBÉM
MEUS PERFIS
  • Tópicos
  • X
  • Instagram
bottom of page